Prós e Contras

17.1.07

Não pergunte o que é que o Governo pode fazer por si, mas o que é que você pode fazer pelo seu Governo.

posted by rui at 17.1.07

11 de Fevereiro

16.1.07

Edmund Burke, alguém insuspeito de progressismo, disse um dia que «as más leis são o pior tipo de tirania».

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a óleo

Olhando para o retrato de D. Carlos na Sala do Senado, conclui-se que, se a televisão engorda, a pintura emagrece.

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A Passage to India ou Apocalypto ou Imperador Palpatine, pick your favorite Cavaco

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Meningite

15.1.07


As Meninges, de Velásquez

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O grande Elias, Norbert Elias

11.1.07

Iron Man é uma prova desportiva de triatlo e Iron Maiden é uma banda de heavy metal. É, portanto, possível com os novos ipod fazer um Iron Man a ouvir Iron Maiden.

posted by rui at 11.1.07

O 25 de Abril tem a idade de Cristo

Trinta e três anos depois do 25 de Abril, o Homem Novo acaba por ser, verdadeiramente, o contribuintre sem dívidas ao fisco e à segurança social. Em vez dos «amanhãs que cantam», temos o «amanhã, tenho que ir pedir a isenção do IMI». Acrescento, sem dívidas contributivas e sem dúvidas contributivas.

posted by rui at 11.1.07

Limiares (iv)

O momento a partir do qual o fellatio de tão mal feito passa de blow job a below job.

posted by rui at 11.1.07

Bem visto,

10.1.07

caro Alexandre. Mas eu fiquei retido no «também». Este «também» é espantoso. Por várias razões, para além da espontaneidade da expressão dos sentimentos. Por pressupor receber antes um «eu amo-te»; por supor adequado ter a resposta pré-definida, de algibeira; por supor que dessa resposta deva constar a palavra «também». Eu quando ouço ou digo um desses «também» estou sempre à espera que apareçam uns senhores vestidos como o Super-Mário, bigode e tudo, que venham desmontar a palavra que ficou pendurada, pesada e feia, no balão de diálogo por cima da minha cabeça. O «também» já é mau quando sai espontâneo, mas assim, pré-instalado de fábrica, tanto pior. O não ter de dar-se ao trabalho de escrever a quem se ama que se ama esse alguém deve ser a definição do taken for granted nesta vida, se ele há uma.

posted by rui at 10.1.07

60 anos

8.1.07

Quando Donatello se inspirou em David Bowie para esgalhar o seu David, ninguém estranhou. Não é só a androginia, a provocação da mão pousada no flanco (e não na anca), em perene desafio, é a mudança feita a identidade mesma. O ser é aqui o mudar, o estar a caminho de outra e outra coisa enquanto caminho para dentro, para si.
Quando somos uma coisa dentro de outra coisa dentro de outra coisa e já não sabemos bem qual delas somos, sendo que somos todas elas, somos Bowie. A dificuldade é também a da linguagem, sempre melhor preparada para vestir o frio da identidade de coisas que nos identifiquem ou, o que é o mesmo, nos distingam. A melhor maneira de identificar alguém de forma inequívoca é pela imobilidade. Daí a eficácia das pedras tumulares no esquema geral para identificar as pessoas. Supostamente, aquilo que se é é aquilo que em cada é permanente, profundo, estrutural, seja a altura, seja o grupo sanguíneo, a cor dos olhos, o código genético, ou a impressão digital. A linguagem não favorece a expressão da diferença de cada em relação a si mesmo, excepto se a puder congelar em fotogramas, em rótulos sucessivos, eles próprios estáveis. E veja-se o que a psiquiatria conseguiu com isso. Muros mais altos que os dos hospitais, só nas prisões. A mudança teve que ser romanceada, erotizada ou politizada para se tornar sexy, ou seja, desejável. Parecer já é menos que ser. Mas qual é a cor dos olhos de Bowie, afinal? A indefinição é menos definição. A ambiguidade confunde e exige clarificação. É isso: ser é luz, parecer é escuridão. E atrás da escuridão vêm os costumes e atrás dos costumes vem sempre alguém que nos diz tem cuidado.

posted by rui at 8.1.07

Pleased to meet you

7.1.07

Selma Blair, muito bem escolhida por Guillermo del Toro em Hellboy para simpatizar com o Diabo.

posted by rui at 7.1.07

O Dakar não vale uma missa

5.1.07

Todos os anos é a mesma coisa. Após um ano de agradável silêncio, eis que regressam Elisabete Jacinto, Stéphane Peterhansel, o sr. Sousa (dizem-me que é Carlos e eu acredito), o Sainz (também Carlos, por sinal), e mais uma multidão de pessoas de capacete que, todos os anos, por esta altura, despertam para o anonimato. Todos os anos é a mesma coisa e todos os anos penso o mesmo. O Dakar não tem interesse nenhum, como não tem interesse nenhum saber se é desta que os portugueses vão ganhar, como os carros não têm interesse nenhum (excepto se, por improvável ventura, deitasse as mãos a um), como a cobertura não tem interesse nenhum. As paisagens. Que as paisagens são bonitas. Pois, as paisagens são bonitas quando não estão carros a passar e a fazer pó. Eu não quero assistir aos directos das etapas; eu não quero ir a Belém ver os «bólides» - nem almoçar por ali; eu não quero sobretudo saber o que a Elisabete Jacinto pensa da Frente Polizário ou da dieta de Atkins. Para quem goste de ver televisão, não há nada no Dakar que uma consola Playstation não substitua com vantagem. O Dakar é o género de corrida em que o segundo melhor das motas é um ex-campeão de ski alpino. Paris valia uma missa. O ex-Paris-Dakar, não.
Todos os anos é a mesma coisa. A quem aproveita o Dakar? Que interesses se escondem por detrás da participação de Masuoka? Até Ari Vatanen, que nos habituámos a respeitar (não por acaso Ary dos Santos também gostava de Ari Vatanen), arrasa a ilustre casa de pilotos finlandeses. Um gajo louro no deserto não é natural. Relembre-se o Lawrence da Arábia. Nenhum rally que comece em Lisboa e passe por Málaga merece abrir um Telejornal. O Dakar não é bem um rally. Verdadeiramente, o Dakar é uma ladainha. Um surto epidemiológico sazonal que impõe confinamento, aconselha reclusão e um perímetro de segurança. Isto já não vai lá com uma providência cautelar, estamos entregues à Providência Divina. O que dá poucas garantias.

posted by rui at 5.1.07

The Washingtonienne

4.1.07

O crédito a quem o crédito é devido. O Límpida Medida já estava em cima do assunto faz tempo.

posted by rui at 4.1.07

de lapidação

O assessor foi lapidado até à morte com pedras de toque e outros tropos da sua insuficiência.

posted by rui at 4.1.07

Design for living (ii)

Ao Estado do Bem-Estar o senhor que me vendeu o apartamento em Tróia preferia o Estado do Nem-Estar.

posted by rui at 4.1.07

Até porque

a Jessica Cutler, ao vir fazer o kiss and tell, está a chamar coisa a si própria. Que é heterónoma, e não autónoma. Que é objecto, e não sujeito. Enfim, que é fetiche. (se fosse deliberadamente isso, tudo bem, percebia-se). Ela é que se está a diminuir a si mesma, e não quem no passado lhe pediu para lhe beijar o rabinho ou ela o dele. Eu que no passado já pedi que me beijassem o rabinho gostaria que essa informação permanecesse como está: algo que é escrito num blog por alguém que assina rui. Quem no passado fez isso e aquilo com ela fez porque quis e porque ela quis e não deveria ter que estar sujeito a levar com isto em cima, anos depois.

posted by rui at 4.1.07

Primeira emenda

1.1.07

posted by rui at 1.1.07